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Ana


Esse teu olhar felino atravessou-me a alma,
Rasgou-me o coração.
Quanto mais te conheço
Mais curioso e intrigado fico.
Tu és a pessoa que me consegue compreender,
Arrasaste-me o coração,
Enfim fiquei perplexo.
Tens um toque especial, não há palavras para o descrever.
Aos meus olhos tornas-te irresistível!
Representas o pecado.
Maçã de Eva.
Uma trinca até pode ser fatal,
Mas estou disposto a correr o risco de não dar uma trinca,
Mas sim várias.
Tu funcionas como a droga.
Eu experimentei,
Gostei,
E fiquei viciado.
Agora o meu corpo e a minha alma exigem grandes doses.
Tu mudaste a minha maneira de ser e de estar,
És um autêntico precipício,
A paisagem é maravilhosa,
Mas escorreguei do precipício e estou em queda livre.
E só tu me podes abrir o pára-quedas,
Pois se não o fizeres,
Desta queda
Jamais me levantarei.

Para todos aqueles que pensavam que o meu mais que tudo apenas era habilidoso com as mãos...

Comentários

P.Abreu disse…
Acabo de descobrir uma nova faceta de um homem que eu achava capaz de fazer quase tudo...

Sem dúvida uma grande declaração de Amor...

Mil Abraços e Beijos...
Rute disse…
oh meu Deus... estou completamente perplexa...não que não te achasse capaz de tal...mas sim de o escancarares a todo o mundo!

beijo desta amiga
e andam para aí pessoas a dizer que ele não presta para nada... realmente

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era só por haver-te já perdido ao encontrar-te
Nada no fundo tinha que dizer-te
e para ver-te verdadeiramente
e na tua visão me comprazer
indispensável era evitar ter-te
Era tudo tão simples quando te esperava
tão disponível como então eu estava
Mas hoje há os papéis há as voltas dar
há gente à minha volta há a gravata
Misturei muitas coisas com a tua imagem
Tu és a mesma mas nem imaginas
como mudou aquele que te esperava
Tu sabes como era se soubesses como é
Numa vida tão curta mudei tanto
que é com certo espanto que no espelho da manhã
distraído diviso a cara que me resta
depois de tudo quanto o tempo me levou
Eu tinha uma cidade tinha o nome de madrid
havia as ruas as pessoas o anonimato
os bares os cinemas os museus
um dia vi-te e desde então madrid
se porventura tem ainda para mim sentido
é ser solidão que te rodeia a ti
Mas o preço que pago por te ter
é ter-te apenas quanto poder ver-te
e ao ver-te saber que vou deixar de ver-te